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MUDE E AMENIZE SUA REALIDADE

Na fragilidade de seu irmão de caminhada, vejam sua própria.  Na dor estampada no rosto do carente identifiquem seus momentos já vividos. Na mãe em desespero, vejam uma possibilidade da qual nenhuma está isenta. Na mulher atormentada pelas dificuldades afetivas percebam os enganos no amar com apego. No adolescente confuso, vejam a possibilidade de orientar, amparar, compreender. Na criança que chora num pranto lamentoso, sintam o sofrimento da alma.

Saindo de seus mundos pessoais e abrindo-se ao do próximo conseguirão crescer como seres humanos, tornando-se mais delicados, generosos e fraternos. Evoluirão também como espíritos num processo de eliminação de marcas gravadas ao longo das existências.

As dores se assemelham, as inquietações se aproximam, o desencanto é identificável, os anseios se igualam, então para que tanta desconfiança, tanto julgamento e crítica, quando nada mais são do que criaturas buscantes de evolução?

Não observamos nenhum processo diferenciado quanto ao aprendizado necessário, entretanto, constatamos que existem os que se colocam acima, além, como se não fizessem parte desta humanidade tão sofrida e carente.  

Não nos referimos aos que efetivamente já galgaram um avanço qualificativo, mas aos que fazem de conta que lá chegaram, quando em verdade estão em situação igual ou – às vezes – até pior do que aquele companheiro que é tão analisado, criticado e desconsiderado em seu saber, sua amorosidade e seu carinho manifestados em seus contatos.

Nem todos que são fraternos, são dissimulados; nem todos que acolhem com um sorriso estão fingindo; nem todos que abraçam com afeto, são traiçoeiros. Deixem de lado as desconfianças – produtos de suas inseguranças – e entreguem-se ao convívio como quem está entre iguais e não num ninho de serpentes venenosas.

Ficamos angustiados quando notamos o quanto estão perdendo na troca, na convivência, na parceria. Captamos o que está sendo sincero como, também, o que ainda não está totalmente seguro de si e do outro.  Isto, entretanto, não os diminui nem desqualifica, apenas diferencia em seu momento.

Há tanto a ser apreendido com o parceiro de jornada, há tanto a ensinar, há tanto – EM TODOS – a doar, então aprendam a confiar se não em seu sentir, pelo menos no que seus mentores intuem. Por incrível que pareça, alguns destes irmãos incumbidos de guiá-los estão com dificuldade em fazê-lo pelo distanciamento que vocês mesmos lhes impõem.

A espiritualidade faz sua parte, não tenham dúvidas e – se mais não faz – é porque não encontra os meios para tal.

Disponham-se a mudar – PENSAMENTOS, SENTIMENTOS, ATITUDES – de forma verdadeira, com empenho e dedicação e perceberão o quanto suas realidades atuais se tornarão mais amenas, mesmo nos desafios cármicos que precisam enfrentar.

Amor e Confiança sejam seus guias.

 

Anabando

 

 

Recebida pela Magali em 27.10.2009

Revisão: Clovis