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NA CASA

Uns vem, outros vão, carregando seus fardos sofridos, pesados, angustiantes, ansiando por um alívio que não chega e que parece cada vez mais distante, a ponto de abalar a confiança que depositam no Pai Maior e os faz mais desalentados.

Nós aqui estamos fraternos, amoráveis e prontos a acolhê-los sem restrições, sem julgamentos, doando nosso carinho e respeito pelo seu delicado momento.

Não desanimem, não se deixem abater pelas grandes ou pequenas dificuldades que estão surgindo em todo momento.

Em cada situação de sofrimento, independente de sua origem, perguntem-se qual o aprendizado que ela lhes trás.

O que precisam praticar que tanto pode ser a paciência, a tolerância ou, quem sabe, uma maior confiança no Mestre.

Em muitos momentos tentamos tocar seus doridos corações, aportar-lhes serenidade, positividade e amor, mas estão tão envolvidos em suas preocupações que não conseguimos acessar, com a profundidade que nos é possível, suas essencialidades.

Ainda assim, mesmo que não sintam nossa presença, ou não se abram confiantes ao nosso socorro e apoio, estamos sempre a lhes alcançar o que mais necessitam e que, nem sempre, é o que estão a desejar.

Entendemos que não é simples, fácil, corriqueiro se entregar à Misericórdia Divina, principalmente, porque muitos não conseguem confiar em algo que lhes é tão impalpável, tão distante de seus olhos, mesmo que próximo de suas capacidades sensitivas.

Sabemos de suas dificuldades, pois já as tivemos quando, como vocês no hoje o fazem, ocupávamos uma embalagem física.

É justamente esta condição, de ter passado pelas mesmas experiências que estão a vivenciar, que nos faz adotarmos atitudes de acolhimento e tolerância com as limitações que expressam.

Podemos garantir que tudo é passageiro, por mais longo seja o sofrimento, mais profunda a dor, nada se eterniza, uma vez que se grande for o desafio, grande também será o apoio que receberão para enfrentá-lo.

Compreendemos a angústia de quem se descobre com um mal físico e/ou psíquico que os deixa limitados e dependentes; entendemos as dores que as perdas provocam, assim como, o desespero por não ter condições de alcançar aos filhos as condições de uma vida mais confortável, com menor limitação, entretanto, precisam considerar que tudo são desafios para o crescimento espiritual, pois a maneira como enfrentam as dificuldades lhes oportuniza trazer à luz as experiências edificantes e produtivas que permanecem gravadas em suas histórias espirituais.

Então podemos lhes dizer que quando nesta Casa chegam, podem largar seus fardos dolorosos e recuperar as energias de que estão carentes, podem deixar que tomemos conta de suas atribulações e os envolvamos em luzes de transmutação energética para que possam voltar às suas realidades vivenciais mais fortificados, confiantes e serenos para dar andamento às suas caminhadas evolutivas.

 

Anabando

 

 

Recebida pela Magali em 07/11/2011

Revisão: Clovis