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SAUDADES (II)

Que saudades são estas que os deixa com a expressão nostálgica, entristecida?

De onde vem este sentir que os envolve sem que percebam e toma conta de todo o Ser?

Saudades do que já foi, do que é ou do que está por vir? Sim, vocês têm condições de sentir saudades de algo não vivenciado, principalmente se estão na expectativa do que lhes é gratificante, lhes preenche a alma e coloca lágrimas de alegria nos olhos.

A saudade maior e mais dolorida, entretanto, parece ser a provocada por algo indefinido, de algo que não sabem identificar, mas que está aí a lhes embaçar o brilho do olhar.

Quando vemos alguns assim, saudosos e entristecidos, gostaríamos de lhes mostrar os diversos caminhos que os levaram a tal momento, o que lhes ocasiona esta sensação de falta, sim, os saudosos sentem falta do que já viveram, do que estão prestes a perder e daquilo que sabem irão vivenciar, mas que não será permanente, pois nada o é.

Infelizmente não temos esta condição, porém podemos lhes alertar para que, como modo preventivo de futuras saudades dolorosas, integrem-se de corpo e alma ao que estão vivenciando, assimilem os detalhes, as filigranas de carinho que um gesto lhes aporta, a suavidade de um olhar mais atento que recebem, o espontâneo abraço que os aguarda no meio da jornada, aquela expressão admirativa que captam no outro, ou seja, se estiverem vivenciando tudo com consciência plena, certamente não sentirão saudades por falta, nem tão pouco arrependimento por não ter melhor acolhido o instante.

As saudades geradas pelo que foi bem vivido lhes será uma saudade nutritiva, pois representará os sentimentos mais agradáveis provindos de experiências gratificantes e totalmente acolhidas em profundidade e beleza.

Quando, entretanto, se apresentar a saudade indefinida não se constranja em conectar-se à espiritualidade, pois certamente esta é a saudade do ontem, de um passado não lembrado e que lhes chega ao sentir, por injunção de algum fato muitas vezes singelo, porém de grande intensidade afetiva.

Não esqueçam que o vivenciado no hoje, já o pode ter sido de outra forma, em outras circunstâncias no ontem e lhes aportar um sentir sofrido e sem explicações.

Lembrem, também, que muitos dos amigos espirituais de toda ordem que permaneceram na espiritualidade, podem mediante brechas emocionais ou espirituais, se aproximarem despertando com suas energias as saudades indefinidas.

De qualquer forma, independente de qual seja a origem, quando se sentirem saudosos e não identificarem a razão recorram aos seus Mentores, peçam auxílio, busquem a serenidade e o encaminhamento das energias geradas, ao Astral, para que consigam dar andamento em suas tarefas do hoje, sem levar agregadas as saudades do ontem.

Façam do agora, um amanhã que lhes proporcione as melhores e mais brandas saudades.

Anabando

 

 

 

 

Recebida pela Magali em 27/06/2011

Revisão: Clovis