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PERCEPÇÃO E AÇÃO

O intervalo de tempo entre o que sentem, pensam e colocam em prática, às vezes, se torna demasiado ocasionando que, algo que poderia dar bons resultados em determinada situação, perde-se na morosidade de suas decisões práticas.

Não há motivo para ficarem redefinindo, repensando ações para as quais, no mais das vezes, foram também, intuídos a realizar.

Façam uma rememoração das experiências vividas e busquem identificar os momentos em que, por lentidão em suas decisões, perderam-se chances evolutivas de significado positivo não só para si, como para os demais.

Nesta Casa, observam-se tarefeiros que “recebem” boas ideias, que notam desvios de rumos que podem ser sanados, que sentem quando precisam se manifestar livremente, mas que se prendem ao que lhes é conhecido e, se justificando por variadas razões, deixam tudo como está nada fazendo para melhorar-se e, assim, estimular seus iguais a fazer o mesmo.

Para onde pensam que estão rumando se não colocam em prática atitudes que podem agregar conhecimento, ampliar horizontes e, muitas vezes, acenar aos que estão em sofrimento com uma luz para suas mazelas?

Estão conscientes de si? Estão atentos ao que provocam em cada um as diferentes situações que precisam enfrentar? Sabem lidar com o medo? Com a culpa? Com a raiva? Serão estes os bloqueadores de posturas mais firmes, expressões mais diretas e objetivas?

Não estamos propondo que se deixem levar pelas emoções, mas tão somente que conectados com suas essencialidades, consigam perceber qual oportunidade estão recebendo e deste modo, fazerem-se mais operativos e menos observadores e críticos do agir alheio.

Para que estão usando seus recursos mediúnicos? Acreditam que possuem tal condição apenas para ser exibida aos demais? Já presenciamos médiuns alardeando o tipo de incorporação que tiveram, o quanto souberam doutrinar um determinado Ser, a percepção especial em tal ou qual atendimento e ao assim se comportarem, estão cometendo dois equívocos, pois o que acontece num espaço de atendimento é para ali permanecer e, por outro lado, estão deixando de fazer um bom aprendizado através do que lhes é facultado praticar.

Esperamos ser entendidos em nosso propósito ao designar um agir mais eficaz, um silêncio respeitoso em relação ao uso de suas capacidades, uma atenção especial a tudo que lhes ocorra e que possa ser útil aos que com vocês estão no aprendizado do Servir Amando. 

Nomear-se médium e não se comportar como tal é um desserviço para si e para aqueles que ao seu lado estão.

Não esqueçam que tudo que lhes foi dado, também pode ser, a qualquer momento retirado, ou seja, se não fizerem bom uso daquilo que suas mediunidades lhes oportunizam, correrão o risco de vê-las se deteriorando, se reduzindo até chegar ao ponto em que, bloqueadas que foram por suas atitudes, por não agir em consonância com elas, em vez de lhes facilitar a evolução os deixam estagnados.

Não acreditamos que seja esta a vontade daqueles que nesta Casa se fazem tarefeiros, portanto, conscientizem-se da responsabilidade que possuem sobre o uso de seus dons mediúnicos e exponham o que lhes ocorrer através dos mesmos.

Não basta sentir.  Não basta pensar.  É preciso agir.

 

Álvaro

 

 

Recebida pela Magali em 18/09/2012

Revisão: Clovis