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RELIGIÃO E FILOSOFIA

O espiritismo tem, na verdade, conteúdo filosófico. Filosofia, palavra originada do grego, significa a ciência da vida. E o que é o espiritismo senão a ciência da vida? Da vida em toda a sua plenitude, uma vez que descobre e disciplina sobre as diversas encarnações do espírito.

Não tem conteúdo religioso, como muitos pensam, porque, além da defesa de uma doutrina cristã, não incorpora dogmas ou quaisquer outros ensinamentos que não sejam as virtudes desejáveis para todos os seres.

É incomparável, portanto, a qualquer religião, seja ela católica, protestante, evangélica ou de origem espiritualista. E, certamente isto se confirme com a constatação de que adeptos destas seitas religiosas, seguidamente vêm se socorrer dos trabalhos espíritas, em busca de conforto e solução para suas dores e problemas.

Parece que seria importante atentar para algo que se nos apresenta de forma constante, ainda que não diária, que é a grande influência do espiritismo na vida das pessoas em geral. Pode-se dizer, sem qualquer medo de errar, que o espiritismo é a senda filosófica mais frequentada pela razão e pelos sentimentos humanos.

Quem, num momento de aflição, seja crente de qualquer religião, seja um total descrente, até mesmo da existência de Deus, não se deixa levar para o caminho da espiritualidade filosófica?  Quem?

Não há impedimento algum em professar o catolicismo ou as doutrinas protestas e evangélicas e, ao mesmo tempo, deixar-se dominar pelos conhecimentos espíritas. Não são situações excludentes, exatamente porque, nas religiões, a crença pura predomina aos ensinamentos filosóficos que dela se possa extrair, enquanto no espiritismo não influem as crendices, mas o entendimento das razões da vida e dos ensinamentos que dela se devam extrair para o crescimento individual.

Kardec, como cientista, comprovou cientificamente a comunicação dos espíritos desencarnados com os presentes nas encarnações.

Comprovou, em linguagem popular, o poder de comunicação dos mortos com os vivos, deixando, assim, o inabalável convencimento de que estas duas circunstâncias vitais são o fundamento da existência humana, em qualquer tempo e lugar.

Ao praticar o espiritismo se pratica filosofia de vida, pregando e distribuindo os conhecimentos adquiridos ao longo dos tempos, levando ao homem as noções de amor, caridade, bondade, tolerância, responsabilidade, solidariedade, enfim, das diversas virtudes de que devemos abastecer nossa alma.

Nenhuma delas, como se pode ver, tem fundamento religioso.

Não, são qualidades humanas e que se preconiza sejam práticas de forma volitiva e desinteressada. Apenas com o aspecto filosófico de cumprir a jornada da melhor maneira para si e para o próximo.

Cristo disse: – ama ao teu próximo como a ti mesmo.

Esta é uma lição religiosa. Não é um privilégio dos mandamentos da Igreja Católica. É, sim, uma lição de vida. Como viver bem e ser feliz sem ter, no coração, um grande amor pelo nosso próximo e colocando-o em situação de igualdade conosco?

Assim sendo, não nos interessa o embate religioso, mas a sustentação de nossas crenças filosóficas, tratando de conviver nos dois níveis com seus ocupantes.  Nosso relacionamento direto, ou mais direto, é com a matéria. Mas, simultaneamente, ainda que muitas vezes, de forma não percebida, nos relacionamos com os espíritos que nos circundam.

Por esta razão é que eventos positivos e negativos se sucedem na vida terrena, com uns e outros. As influências espirituais, sejam as dos nossos compromissos, sejam as que vêm daqueles Seres que conosco sintonizam, se fazem sentir corretamente e só serão adequadamente compreendidas e assimiladas com a noção correta da ciência da vida.

Evitem as confusões e não permitam o desvirtuamento dos ensinamentos que recebemos através do kardecismo.

Um abraço da paz e amor.

 

Fernando

 

Recebida pelo Renato no Grupo Sintonia em 05/07/2012

Revisão: Clovis