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RENÚNCIA

Todos os que se encontram na matéria terão, em algum momento, que enfrentar o desafio da renúncia.

Estão preparados?

A maioria, talvez, responda afirmativamente, entretanto, não é a disposição que captamos nos profícuos tarefeiros desta Casa.

Estarão em condições de renunciar aos antigos preceitos que os têm guiado até esta oportunidade encarnacional? Terão deixado para trás as dificuldades próprias dos que se dizem habilitados para atitudes deste nível, apenas no dizer e não no executar?

Não nos referimos à renúncia às posses materiais, mas, sim, a cargos, tarefas, projetos e credos.

Há que saber renunciar às crenças que os aprisionam, aos conceitos morais que, em vez de protegê-los, apenas servem para que se baseiem neles para julgar e criticar o outro; há que ser capaz de deixar posições, certezas, preconceitos e atitudes que repetidamente os têm levado aos mesmos pontos limitadores de seus crescimentos.

Salientamos, porém, que jamais devem renunciar à fé na Misericórdia Divina, ao poder do perdão e do amor incondicional que precisam praticar entre seus iguais e, também, com aqueles que na espiritualidade os estão assediando para efetuar o que consideram seus direitos.

Analisem o quanto será produtivo, para seus processos evolutivos, se souberem renunciar, com serenidade, ensejando que outros desafios se apresentem e que novas oportunidades possam ser acolhidas para que se cumpra o que a cada um está determinado.

É preciso que se mantenham atentos e saibam usar da sabedoria armazenada em seus registros espirituais, para perceber com clareza qual o instante adequado à renúncia.

Percebemos que, alguns, se mostram mais flexíveis e, com isto, serão os que menos dificuldades terão no instante em que forem chamados à prática da renúncia; outros precisam ser despertados para esta realidade, pois ela está inserida nas experiências na matéria e dela não há como escapar.

Referimo-nos à renúncia como um agir consciente e determinado pelo reconhecimento interno de que isto é o melhor e não por uma desistência originada por limitações ou solicitações externas.

Renunciar significa admitir que não existe razão para que tudo permaneça como está e que, renunciando, estará abrindo espaço para si e para os outros, que poderão dar segmento às tarefas, cargos ou projetos que, até então, lhes correspondiam.

Quando chegar o momento da renúncia, não receiem, não resistam, pois sábio é aquele que aceita o que é inevitável.

Luz e Paz.

 

Álvaro

 

 

Recebida pela Magali em 21/07/2012

Revisão: Clovis