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UM TEMA IMPORTANTE

Queremos falar sobre anencefalia. É importante que façamos uma análise aprofundada e com seriedade sobre o tema de modo, ao menos, de levar à reflexão.

Do estudo, da reflexão, da meditação, podemos chegar à fé. E esta fé está fazendo falta. Não só pela adesão das pessoas às crenças religiosas mais diversas, mas pela vivência plena do princípio de cada religião e aos preceitos que condizem com àqueles princípios.

Em outras palavras, muitos crêem, ou dizem crer.

 É necessário debater, mais do que às referências técnicas de um fenômeno biológico, a questão ética e moral, sob o ângulo da filosofia, que é a viabilidade de ser antecipada a morte de um Ser porque ele se ressente de uma falha cerebral.

É certo que seu sistema nervoso central está e estará irremediavelmente comprometido, inviabilizando-lhe desfrutar de vida longa e útil. Longa, não será, mas é preciso se dar conta de que a utilidade está presente, na medida em que, sob o aspecto espiritual, servirá para o resgate de falhas verificadas carmicamente.

Tanto sob a ótica dos pais de uma criança assim formada, como sob sua própria razão de existir.

Sabemos que nada acontece por acaso e que tudo advém da vontade de Deus.

É Ele que determina como os fatos ocorrerão e, portanto, é Ele que confere a razão para que a formação de um Ser anencéfalo não seja considerada uma obra do acaso, mas o resultado indiscutível da realização de um meio para atingir o fim proposto, segundo a vontade Divina, e consentido pelo livre arbítrio do espírito encarnado e reencarnante.

Ora, se Deus é bom e justo, não se pode ver os acontecimentos desagradáveis que ocorrem aos homens como ato de punição, mas de misericórdia, proporcionando-lhes o resgate de suas dívidas e a evolução espiritual através do sofrimento sentido.

Em decorrência, a dor de quem tem como missão receber aquele Ser com defeito físico, ao invés de lhe provocar revolta, deve lhe trazer conforto e consolo desde que se lembre da finalidade justa e boa daquela situação.

Assim se dá, evidentemente, com qualquer defeito genético, desde a ausência de um pequeno e inexpressivo órgão ou parte do corpo físico, até a falta de substancial elemento de conformação vital.

Como podem, então, pensar em justificar a interrupção da experiência na matéria de um Ser que traz qualquer destas dificuldades?

Se for este o pensamento, não só a anencefalia justificaria o ato selvagem e arbitrário (não de livre arbítrio), mas qualquer “defeito físico”.

Evidentemente, a mãe não é dona do feto, não podendo dispor de seu destino. Pode com a sua vontade, no máximo, dispor de sua própria existência, ou seja, de sua matéria e das vivências de seu espírito. Especialmente isto se confirma (contrariamente ao que alegam os defensores da interrupção gestacional) quando a crença nos faz perceber que a matéria existente no útero materno já está sendo objeto de transposição espiritual através da reencarnação.

Logo, atalhar esta movimentação do espírito significa suprimir-lhe um degrau necessário à sua evolução e à completude de sua materialização.

   Como pensar que nenhum reflexo espiritual haverá para o Ser em formação, se não lhe for permitido que cumpra os desígnios de sua existência terrena, ainda que diminuta e frágil?

É preciso ter comedimento, mas o debate amplo se mostra indispensável,  a fim de não permitir a instalação de conceitos materialistas, ou interesseiros e essencialmente contrários a uma visão espiritualizada.

O equívoco é a origem de tudo. O egoísmo predomina. A falta de amor é a constante, o que leva, até, a que se duvide se há, realmente, a capacidade de amar, se somente ao belo se está aceitando a possibilidade de existir.

Perseverar na fé é a ordem!  Lutar pela verdade e pela justiça é a missão!  Salvar as encarnações claudicantes é o nosso compromisso e resgate.

Vamos à luta!!! Esclareçamos os ignorantes; iluminemos os que vivem na obscuridade de si mesmos; ajudemos na qualificação de nossos irmãos de caminhada.

Com isto estaremos servindo com amor, lema que aciona os trabalhadores desta Casa.

 

Um amigo

 

Recebida pelo Renato em 19/04/2012 no Grupo Sintonia

Revisão: Magali