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DESAPEGO

Um dos pontos mais importantes, para quem se dedica ao compromisso de renovar-se é trabalhar o desapego.

O apego é um entrave no processo de reforma íntima, por aprisionar o renovando a posturas e conceitos ultrapassados.

O apegado trava seu próprio avanço na obtenção de novas atitudes, ao considerar que seu agir é determinado por seu saber e que, portanto, o que lhe valeu até o momento presente, continuará valendo sempre.

Não é assim.

Entendemos que desapegar-se exige grande empenho dos envolvidos, entretanto, sabemos que tudo começa com um primeiro movimento e, conforme ele for se repetindo irá sedimentando-se num novo agir.

Comecem por desapegar-se do que é material e que já não lhes é útil, passando após para o que possuem em excesso, mesmo que ainda sendo de utilidade.

Não estamos sugerindo que se liberem de objetos que possuem um significado afetivo, uma lembrança especial, ainda que, dependendo das circunstâncias, até destes poderiam desfazer-se.

Quando já estiverem firmados no desapego material, dediquem-se ao afetivo.

Lembrem que ninguém é dono de ninguém. Estão juntos por compromissos assumidos previamente, o que não lhes dá o atestado de posse.

Todos são companheiros de caminho, com desafios diferentes e oportunidades correspondentes.

Costumam usar expressões como: – “meu marido, minha mulher, meus filhos, meu...” – porém isto são só expressões identificatórias de uma determinada relação e não devem estar impregnadas de possessividade.

Vocês podem amar com liberdade, considerando que o outro está ao seu lado porque é da vontade dele, porque sente por você o mesmo, mas no momento em que tal já não acontecer, poderá se afastar e deixar o que permanece, caso seja apegado, em extremo sofrimento.

Os filhos precisam ser cuidados, orientados, encaminhados para os rumos que manifestam serem os escolhidos, por eles, e liberados para seguir suas rotas, sabendo que aqueles que os geraram continuarão disponíveis para auxiliá-los quando necessário; que são amados e apoiados em suas individualidades, sem que os pais estejam apegados de modo a lhes tolher os movimentos.

Simultaneamente ao desapego afetivo, sigam trabalhando o desapego aos vícios de pensamentos, a valores que já não correspondem ao que estão vivendo, aos hábitos de julgar e criticar, à vaidade exacerbada por um saber que nem sempre é tão profundo quanto manifestam.

Desapegar-se é libertar-se de amarras que são prejudiciais ao seu processo de reforma íntima.

Quanto mais desapegados vocês forem, mais fácil se tornará evoluir espiritualmente.

 

Álvaro

 

Recebida pela Magali em 04/06/2013

Revisão: Clovis