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A ESPERA, COM SENTIMENTOS

Banhei-me perfumosamente

Esperando tua vinda

Os momentos foram passando

Não chegavas

Inquietei-me

Não era do teu jeito atrasar

Esperei... esperei... esperei

Quando compreendi que não virias

Adormeci preparada como estava

À tua espera

 

Bateram à porta

Abri

Um homem, chapéu em mãos

Disse-me que não virias mais

Quer partiras para longe

Muito longe

Não entendi...

Como partiras sem me avisar...

Como me deixaras esperando...

 

O homem foi embora

Fechei a porta

E fiquei estática, sem ação

Sem sentimentos ou emoções

Foi assim, em choque

Que vim para cá

E somente agora

Tanto tempo passado

Consegui te encontrar

Entre os aprendizes como eu

 

Estás diferente

Sereno e transmitindo paz

Nada digo apenas te olho

E vejo em teus olhos

O amor de antes intacto

Inquebrado

Me olhas com ternura

Compreendo a distância que nos separa

Eu não deveria ter vindo

Não era meu momento

Mas a dor de não te ter mais

Engolfou minha vontade de estar viva

 

Te afastas

Entendo, porém

Que no futuro poderei

Novamente estar contigo

Não te aguardarei perfumada

Como ocorreu na matéria

Mas envolta no odor

Do carinho, da ternura

E de muito amor.

 

Te amarei pela eternidade.

 

Alícia

  

Recebida pela Magali em 05/02/2014

Revisão: Clovis