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AOS IRMÃOS DO OCIDENTE

Salve irmãos de fé, viemos das distantes terras do Oriente e os saudamos.

Nosso mestre supremo é Alá, aquele que, para nós representa a Paz, o Amor e o Perdão.

Muitos dos nossos deturpam nossa religião associando-a à violência e atitudes hediondas, entretanto não é o que estudamos, e aprendemos, dos preceitos pregados pelo profeta Maomé.

Nós temos, assim como vocês, bons e maus caminhantes que ao nosso lado seguem andando, mas quando percebemos a maldade se mostrando, ainda que de modo incipiente, prontamente agimos tentando, inicialmente, ajudar o irmão, porém se houver resistência e ele insistir em seu propósito não temos dúvidas em afastá-lo.

Não esqueçam que uma fruta deteriorada contamina as outras.

O mundo ocidental e, especialmente, a terra por vocês habitada, está em situação de extrema fragilidade e isto se deve, entre outros fatores, ao modo como se relacionam e creem no Deus que os guia.

Para nós de cultura e consequente conhecimentos diferentes e do mesmo modo valorizados, não é difícil constatar o quanto a insensatez, o egoísmo, a força do poder e, mesmo, a maldade entre iguais, os está abalando estruturalmente.

Quando nos aproximamos, ficamos impactados com a densa nebulosa energética que envolve este país e tivemos que recorrer ao auxílio de nossos mestres para podermos aqui estar  nos comunicando.

Não viemos julgá-los nem, tão pouco, trazer soluções que só a vocês competem ser encontradas, mas trouxemos nossa plêiade de irmãos de pele morena, cabeças cobertas, olhar firme e carregando seus odres, repletos de água cristalina para lavar as impurezas que formaram a nebulosa em torno deste país.

Em resumo, viemos colaborar, na medida em que formos aceitos, com nossa humilde ajuda.

Já houve tempo em que vocês estiveram ao nosso lado, brigaram por nós, fizeram suas as nossas lutas e muitos desses irmãos não mais retornaram.

Entendam, pois, que estamos apresentando nosso apoio por sabermos o quanto é sofrido estar em meio a um vendaval e não vir ninguém nos dar a mão.

Como viemos em grande número, vamos nos dividir em grupos, cada um com um responsável, e após higienizar esta terra, nos aproximaremos dos agrupados nas funções de mando, abalando-lhes, um pouco, o orgulho, fazendo com que sintam suas fragilidades e dependência uns dos outros, respeitando – sempre – o que está instituído e faz parte da realidade estrutural da governança do país.

Há necessidade de descerem dos pedestais onde acreditam estar, para se verem iguais aos semelhantes, como efetivamente são.

Não nos considerem intrometidos, nos achegamos com a devida autorização de nossos mestres e dos responsáveis por esta terra e por esta Casa onde ora nos encontramos.

Caso tenhamos oportunidade, retornaremos com nossa boa vontade e diferenciadas energias para auxiliar nossos irmãos do ocidente.


Mensageiros de Maomé

Recebida pela Magali em 22/10/2015
Revisão: Clovis