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DÚVIDA NA CERTEZA

Poderíamos usar o conhecimento que temos de cada um, para acessar seus pontos de fragilidade e, assim, fazê-los aceitar o que lhes foi por diversas vezes mostrado, mas se negam a ver.

“Não, não é bem assim...”, “Você é que não entendeu...”, “Veja bem, olhe por este ângulo...”, “Eu sei que sou resistente, mas sei ouvir...”.

E deste modo, com estas diferentes expressões justificadoras vão permanecendo no enraizado mundo de suas certezas.

Não penetramos os canais através dos quais os tornaríamos flexíveis, por não ser nossa tarefa e, também porque tal proceder não os auxiliaria a crescer.

Bom seria se vocês nos indicassem até onde aceitam nossa interferência, pois urge colocar um pouco de dúvidas nas certezas, para que possam compreender que nem sempre suas atitudes são as mais adequadas, seu conhecimento é o melhor, digamos até que pode sê-lo em relação a determinado tema, porém seu semelhante pode saber tanto quanto ou, quem sabe, um pouco mais.

Olhem para o outro como um ser dono de uma bagagem espiritual diferente – mesmo que tenham estado juntos em alguma encarnação – e, portanto, com um cabedal de saberes que pode ser bastante amplo e superior ao seu.

Baste-se com o que aprendeu e ainda assimila, dividindo com os demais, mas respeite o conhecimento de seu irmão de caminho, ele pode estar ao seu lado para complementar o que você não trouxe como conteúdo intelectual.

Aplauda o saber do outro, admire-o e não se apresente como o que “muito sabe”, pois em verdade ninguém nada conhece sobre o que efetivamente deveriam saber – conhecer e praticar as Leis do Mestre em todos os momentos de suas existências.


Álvaro

Recebida pela Magali em 09/07/2015
Revisão: Clovis